O que é e qual a importância das soft skills ?

17 de dezembro de 2020

O mercado tem cada vez mais reconhecido que ter diversas habilidades – para além do âmbito profissional das empresas – é muito importante, mas você saberia dizer qual é a verdadeira importância das soft skills ?

O período de avanço tecnológico em que vivenciamos diversas transformações exige muito mais do que apenas capacitações técnicas, é necessário desenvolver algumas habilidades socioemocionais, como empatia, paciência, senso de coletividade, adaptabilidade a mudanças e equilíbrio .

Essas competências são fundamentais não apenas para o mercado e para as empresas, mas principalmente para os colaboradores das empresas , que precisam constantemente atualizar seus aprendizados, ter mais flexibilidade e se adequar a novos processos no dia a dia.

No mundo corporativo, contar com soft skills é garantir uma rotina mais leve, produtiva e rentável. 

Quer saber mais sobre a importância das soft skills ? É só continuar a leitura desse post com a gente. Aproveite e descubra como utilizá-las também!

Soft skills x hard skills

Antes de saber mais sobre as soft skills, é preciso entender a diferença entre elas e as chamadas hard skills.

Estes termos são utilizados por vários empresários ao redor do mundo, e podem ser aplicados em qualquer tipo de empresa, podendo se referir a competências técnicas e comportamentais.

Soft skills: habilidades comportamentais

Por se tratar de habilidades relacionadas ao âmbito mental e emocional dos profissionais, as soft skills não podem ser mensuradas.

Em um processo de seleção para alguma vaga de emprego, essas competências podem ser analisadas por meio da entrevista, de testes comportamentais e de alguns desafios. Algumas das soft skills mais observadas por recrutadores são:

– resolução de conflitos;

– criatividade;

– comunicação eficaz;

– organização;

– transparência;

– foco nos objetivos;

– empatia e colaboração;

– ética e confiabilidade.

Hard skills: habilidades técnicas

Adquiridas e mensuráveis, as hard skill podem ser aprendidas por meio de experiências profissionais, cursos, livros e treinamentos. 

Algumas das principais hard skills observadas em recrutamento de colaboradores são:

– conhecimento de outros idiomas;

– domínio de ferramentas office;

– gestão de projetos ou de equipes;

– operação de máquinas ou softwares.

Muitas vezes, os colaboradores apresentam ótimas habilidades técnicas, mas acabam saindo logo após o período de experiência devido à falta de soft skills importantes para trabalhar em equipe e engajar com a cultura organizacional do negócio.

É válido ressaltar que nenhuma é mais importante que a outra, o mais recomendável é que o colaborador reconheça suas soft e hard skills para saber como utilizá-las de forma conjunta e mais assertiva , ao longo da rotina, na empresa.

O empresário de hoje precisa priorizar suas habilidades comportamentais para aprimorar seu perfil profissional e obter melhores resultados em seus trabalhos. 

Qual a importância de desenvolver suas soft skills?

Em um mercado cada vez mais competitivo, é recomendável ir para além do que você pode aprender por meio de capacitações e atividades técnicas em sua carreira profissional: é necessário saber desenvolver suas soft skills para se destacar e ampliar suas oportunidades de trabalho e experiências .

As soft skills são consideradas tão essenciais atualmente, que você pode – e deve – colocar as suas no seu currículo para se candidatar a vagas de emprego, sabia?

Muitos empreendedores, inclusive, consideram algumas habilidades comportamentais mais importantes do que determinadas habilidades técnicas no momento do recrutamento, pensando no encaixe ideal para o trabalho em equipe e a relação do profissional com a cultura organizacional da empresa a longo prazo .

Um candidato com boas soft skills, como colaboração e credibilidade, pode não somente entregar trabalhos de ótima qualidade e se relacionar bem com a gestão, mas também motivar a equipe a fazer o mesmo, gerando benefícios para o desenvolvimento da empresa.

Algumas habilidades mentais e emocionais são diretamente ligadas à forma como uma pessoa enxerga o mundo ao seu redor, sua personalidade e sua história pessoal. Porém, é possível fortalecer algumas das suas particularidades, a fim de valorizá-las, e desenvolver outras competências para alcançar mais pontos a seu favor.

Quer saber como desenvolver as principais soft skills e alavancar sua empresa ? Acompanhe os próximos tópicos, com as nossas principais dicas, e descubra.

1.Comunicação transparente

Saber se comunicar bem não significa necessariamente que você vai precisar ser uma pessoa mais extrovertida: apenas se refere à importância de expressar bem seus argumentos e suas ideias, assim também como saber ouvir o que seus colegas querem dizer.

Se comunicar bem com todos da empresa, independente do nível hierárquico dos outros colaboradores, mostra que você sabe articular seus pensamentos com transparência e ética, o que demonstra também a soft skill de liderança , proporcionando mais inspiração e engajamento para o time.

2.Praticidade na resolução de problemas

Buscar soluções para os obstáculos que aparecem não tem a ver apenas com inteligência ou rapidez, mas com um pensamento mais amplo para analisar a situação do problema e saber lidar com ele da melhor forma possível.

Essa é uma das soft skills mais importantes para otimizar as atividades, aumentar a proatividade, reduzir o estresse no clima organizacional e diminuir as falhas nos processos.

3.Troca de conhecimentos

Você já experienciou uma troca de aprendizados na empresa em que trabalha? Quando um colaborador tem a disposição de transmitir o que ele sabe para os outros, isso melhora bastante a qualidade dos serviços oferecidos, amplia o senso de trabalho em equipe e ainda melhora a integração do time.

Compartilhar o conhecimento com mais pessoas é uma ótima forma de mostrar disponibilidade para ajudar sempre que preciso e fortalecer mais uma soft skill, que faz a diferença em quaisquer momentos e empresas.

4.Criatividade 

Outra habilidade muito importante é a criatividade: com essa soft skill, você pode ajudar a equipe a sair da zona de conforto, ampliar o desenvolvimento da empresa e investir em processos inovadores .

Ser criativo também pode ser ótimo para pensar em soluções mais eficazes, reduzir custos desnecessários e aumentar a inspiração dos parceiros de trabalho.

5.Ética

Ter respeito e empatia pelas pessoas que trabalham com você, respeitar as normas da empresa, entender a cultura organizacional e seguir os valores definidos, além de demonstrar dedicação e organização nas atividades desenvolvidas , são alguns pontos dessa soft skill tão necessária.

Normalmente, os profissionais que já possuem essa mentalidade conseguem se adequar mais facilmente às exigências da empresa, demonstrando mais comprometimento e esforço em desenvolver seus potenciais e colaborar no que for preciso.

Você consegue identificar as soft skills que você já possui e as que precisa desenvolver? Separar um tempinho para fazer essa análise pode ajudar você a perceber suas forças e fraquezas como profissional , contribuindo para o fortalecimento ou desenvolvimento de habilidades essenciais tanto para suas relações interpessoais quanto para suas experiências profissionais e o seu currículo.

Aproveite e compartilhe esse post com seus parceiros de trabalho, a fim de ajudar sua equipe a aprimorar suas soft skills também. Continue de olho em nosso blog para conferir mais conteúdos como este.

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Por Grace Almeida 24 de fevereiro de 2026
A Instrução Normativa RFB nº 2.307/2026 , publicada no Diário Oficial da União em 23 de fevereiro de 2026 pela Receita Federal do Brasil, substituiu o Anexo Único da IN RFB nº 2.305/2025 . O objetivo da norma foi atualizar a relação dos gastos tributários que não serão alcançados pela política de redução linear de incentivos fiscais instituída no final de 2025. Nos últimos meses, o Governo Federal adotou medidas voltadas à racionalização das renúncias fiscais, buscando ampliar a arrecadação e promover maior equilíbrio nas contas públicas. Dentro desse cenário, foi estabelecida uma redução linear sobre determinados benefícios tributários concedidos pela União. Contudo, alguns incentivos foram considerados estratégicos e permaneceram preservados. A IN RFB nº 2.307/2026 não cria novos benefícios nem extingue incentivos existentes; ela apenas redefine formalmente quais permanecem fora da redução. Importante esclarecer que o documento não se refere exclusivamente ao terceiro setor. Trata-se de uma norma de caráter transversal, que alcança diversos segmentos da economia. O terceiro setor está incluído entre os beneficiários da preservação, mas a norma também contempla programas habitacionais, regimes diferenciados para micro e pequenas empresas, incentivos industriais e políticas de desenvolvimento regional. No que se refere às entidades filantrópicas e beneficentes , foram mantidas a isenção da Contribuição para o PIS/Pasep e a isenção da Contribuição Previdenciária Patronal, com fundamento no artigo 195, §7º da Constituição Federal. Essa manutenção evita impacto financeiro direto sobre hospitais beneficentes, instituições educacionais sem fins lucrativos e entidades de assistência social certificadas. Para essas organizações, a norma representa continuidade da estabilidade tributária, desde que atendidos todos os requisitos legais exigidos para fruição da imunidade ou isenção. Também permanecem preservadas as isenções de IRPJ, CSLL e Cofins aplicáveis às entidades sem fins lucrativos que se enquadram no artigo 15 da Lei nº 9.532/1997. Contudo, a preservação do benefício não implica flexibilização de exigências. A Receita Federal mantém rigor na verificação de finalidade institucional, aplicação integral dos recursos nas atividades essenciais, regularidade da escrituração contábil e ausência de distribuição de resultados. A perda desses requisitos pode ensejar o cancelamento da isenção. Além do terceiro setor, a norma mantém benefícios relevantes em outras áreas. No campo habitacional, o Programa Minha Casa Minha Vida continua com a alíquota reduzida de 1% no Regime Especial de Tributação aplicável a projetos de interesse social. No segmento das micro e pequenas empresas, permanecem intactos os benefícios do Simples Nacional, inclusive a contribuição previdenciária reduzida do Microempreendedor Individual. Já no setor industrial e tecnológico, continuam preservados incentivos vinculados ao Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores, incluindo reduções de PIS, Cofins, IRPJ e créditos financeiros atrelados a investimentos em pesquisa e desenvolvimento. Também foram mantidos incentivos estruturais da Zona Franca de Manaus, reforçando a política de desenvolvimento regional. A leitura técnica da norma revela uma mensagem clara: embora o governo esteja promovendo ajustes fiscais e racionalizando benefícios, áreas consideradas estratégicas, sociais, tecnológicas e regionais, permanecem protegidas. Entretanto, a preservação dos incentivos ocorre em um ambiente de maior restrição fiscal e provável intensificação da fiscalização. Para as Organizações da Sociedade Civil, o cenário exige atenção redobrada à governança e à conformidade. Demonstrações contábeis regularmente aprovadas, escrituração formal e consistente, cumprimento de obrigações acessórias, transparência na aplicação de recursos e manutenção das certificações tornam-se fatores críticos. Em um contexto de revisão de gastos tributários, a manutenção do benefício depende da capacidade da organização de comprovar, de forma técnica e documental, o atendimento aos requisitos legais. Em síntese, a IN RFB nº 2.307/2026 não é uma norma exclusiva do terceiro setor, mas possui impacto relevante para ele. Ela confirma a preservação de benefícios essenciais às entidades sem fins lucrativos, ao mesmo tempo em que sinaliza um ambiente de maior responsabilidade fiscal e controle. Organizações estruturadas e com governança sólida permanecem juridicamente seguras; organizações que operam com fragilidades documentais ou contábeis passam a assumir risco maior. Mais do que celebrar a manutenção dos incentivos, o momento exige preparo técnico e gestão estratégica. A estabilidade tributária continua disponível, mas condicionada à conformidade. Autora: Grace Bispo Almeida – Diretora GBACONT Leia abaixo a Instrução normativa completa:
Por Grace Almeida 12 de fevereiro de 2026
Entre os temas mais recorrentes em fiscalizações e julgamentos administrativos está a chamada omissão de receitas. De forma simples, ela ocorre quando a autoridade fiscal entende que houve entrada de recursos no patrimônio da entidade sem o devido registro contábil ou sem o tratamento tributário correto. Como consequência, o resultado do período é reduzido artificialmente e a apuração dos tributos fica comprometida. O que muitas organizações não sabem é que a omissão de receitas nem sempre depende da comprovação direta de uma venda ou prestação de serviço não declarada. A legislação brasileira permite que determinados indícios sejam suficientes para caracterizar renda. E o principal deles é a movimentação bancária sem origem comprovada. O artigo 42 da Lei nº 9.430/96 estabelece que valores creditados em conta bancária cuja origem não seja demonstrada por documentação hábil e idônea podem ser considerados receita omitida. Na prática, isso significa que a fiscalização não precisa provar que aquele valor veio de uma atividade tributável. Basta identificar o depósito e verificar a ausência de documentação que explique sua natureza. Essa regra mudou profundamente a lógica da fiscalização. Antes dela, o Fisco precisava demonstrar que existia efetivamente renda não declarada. Hoje, a lei presume a existência de receita a partir de um indício financeiro. A Receita Federal comprova o depósito e surge para o contribuinte o dever de demonstrar de onde veio o dinheiro. Não se trata exatamente de inversão do ônus da prova, pois a fiscalização continua obrigada a demonstrar a ocorrência da movimentação financeira. Porém, uma vez identificado o crédito bancário, cabe ao titular da conta comprovar documentalmente sua origem. Sem isso, o valor passa a integrar a base de cálculo de tributos, acrescido de multa e juros. A utilização desse tipo de presunção existe para permitir que a administração tributária funcione em larga escala. Em vez de investigar individualmente cada operação econômica, a legislação seleciona fatos que normalmente indicam geração de riqueza e atribui a eles efeitos jurídicos. O depósito bancário tornou-se um desses sinais. Antes da criação dessa norma, tribunais entendiam que extratos bancários isoladamente não eram suficientes para justificar cobranças tributárias. Afinal, depósitos podem decorrer de diversas situações legítimas, como transferências entre contas do mesmo titular, empréstimos, adiantamentos, devoluções ou recursos pertencentes a terceiros. Com a lei de 1996, passou a existir uma presunção legal relativa: a autuação é válida, mas o contribuinte pode afastá-la comprovando a origem do valor. Os tribunais superiores confirmaram a validade dessa sistemática. O entendimento atual é que a presunção é legítima desde que seja garantida a oportunidade de defesa e apresentação de documentos capazes de demonstrar a procedência dos recursos. Assim, a discussão deixou de ser se a Receita pode autuar e passou a ser se a documentação apresentada é suficiente para descaracterizar a presunção. Na prática, isso significa que regularidade fiscal não depende apenas de não ter receitas ocultas, mas de conseguir comprovar cada entrada financeira. Valores legítimos podem ser tributados simplesmente pela ausência de documentação adequada. Esse cenário exige integração entre financeiro e contabilidade. A movimentação não pode ser apenas registrada; ela precisa ser justificável juridicamente. Esse cuidado é ainda mais relevante para Organizações da Sociedade Civil, que frequentemente recebem doações, repasses e transferências que não representam faturamento, mas que precisam estar formalmente documentadas para não serem interpretadas como receita omitida. Evite que movimentações legítimas virem passivo tributário. A GBACont estrutura sua contabilidade para provar cada entrada financeira antes que ela vire autuação. Fale com nossos especialistas e faça um diagnóstico preventivo.