Quais são as principais características de um empreendedor de sucesso?

10 de fevereiro de 2021

O empreendedorismo envolve uma série de desafios, habilidades, competências e necessidades, mas você sabe dizer quais são as principais características de um empreendedor de sucesso ?

Entender o que pode levar um empresário ao sucesso é um dos passos mais importantes para quem deseja desenvolver um negócio e garantir melhores resultados. Afinal, como identificar o que é preciso fazer entre tantas possibilidades de segmentos e objetivos?

Muitas pessoas costumam falar no “espírito empreendedor” de enxergar para além das condições presentes, inovar processos para atender às necessidades de seu público e se destacar no mercado. Há diversas formas de empreender, mas alguns aspectos são essenciais  para aprimorar a gestão de um negócio. Confira, a seguir, as 8 principais características de um empreendedor de sucesso

1.Atenção e busca por novas oportunidades

Às vezes é comum pensar que para empreender é preciso criar algo que não existe ou que ainda não está em destaque, mas não é necessário criar a roda: você pode identificar as tendências do mercado e as necessidades que estão surgindo para buscar outras oportunidades .

Então é extremamente válido, além de participar de eventos de empreendedorismo, atualizar seus conhecimentos frequentemente, estudar mais sobre o comportamento do consumidor, observar as estratégias das empresas, fazer networking e conversar com profissionais de diversos segmentos e atuações.

Outra dica também é avaliar as ações de empreendedores em períodos de crise, como essa da pandemia de Covid-19, e entender os possíveis caminhos para superar dificuldades, inovar processos e estabelecer um bom relacionamento com os clientes.

2.Planejamento e análise de dados

Empreender envolve análise e pesquisa, mas também envolve ação e, a fim de ter estratégias mais assertivas, é recomendável elaborar um planejamento para alcançar os objetivos almejados.

Tudo isso faz parte da jornada de aprendizado para ter melhores retornos com o empreendedorismo . Depois de avaliar o mercado e as possibilidades, é preciso identificar quais seriam as fraquezas, forças, ameaças e oportunidades para a sua empresa. 

Ao acompanhar constantemente dados e informações, você vai garantir a chance de ter uma visão mais ampla do que é preciso fazer para evitar falhas e buscar as soluções mais condizentes para atender às necessidades do seu público.

3.Motivação e persistência para alcançar as metas

Muitas vezes, as dificuldades surgem logo no início e tiram a motivação de alguns empreendedores, mas lembre-se dos motivos que o fizeram escolher essa área e persista no seu sonho e nas suas metas.

Então, caso os obstáculos apareçam, vale analisar a situação atual do seu negócio para entender quais metas precisam mudar de rota, a fim de planejar as próximas estratégias ou até alterar os serviços/produtos oferecidos.

É importante ressaltar que o planejamento não deve ser feito apenas uma vez ao ano, por exemplo, mas sempre que for necessário: você pode estabelecer períodos para se planejar de forma trimestral ou semestral , de acordo com o que sua organização precisa. 

4.Liderança transparente e empática

Fazer uma boa gestão de equipe é uma tarefa a ser aprimorada ao longo do tempo, pois faz toda a diferença em uma empresa que deseja se desenvolver e ter mais diferenciais perante à concorrência.

A figura autoritária do chefe passou por várias transformações, indicando que ser líder não é somente demandar tarefas, mas saber se comunicar de forma transparente e empática, confiar no potencial dos profissionais, motivar o time a alcançar as metas , mostrar disponibilidade para ajudar e reconhecer o trabalho dos colaboradores.

Também é papel do líder acompanhar os processos, investir em capacitações e treinamentos para o time e buscar soluções mais eficazes para o negócio.

5.Gestão financeira para evitar prejuízos na empresa

Todo empreendedor precisa se preparar ainda mais para lidar com quaisquer imprevistos no mercado ou na economia em geral. Você vai enfrentar riscos, mas mapeá-los antecipadamente é uma forma de entender consequências e soluções para superar desafios .

Ao calcular possíveis falhas ou problemas, você consegue desenvolver meios de reduzir prejuízos, tomar decisões assertivas e garantir mais sucesso. Ter um maior controle de suas finanças é um dos pontos mais importantes para quem tem visão empreendedora e precisa otimizar tempo e dinheiro.

6.Conhecimento aprofundado em diversas áreas

Ter conhecimento aprofundado sobre o seu negócio – e o nicho em que ele atua – além de buscar aprendizados em diversas áreas, como vendas, planejamento, finanças, marketing, entre outros, são pontos extremamente importantes para gerenciar sua organização .

Você não precisa saber sobre tudo, mas quanto mais você souber sobre cada setor, mais chances você terá de contribuir com a sua equipe. Então vale ficar de olho em palestras, workshops, oficinas e eventos que possam aprimorar suas competências.

Buscar aprendizados constantes também pode gerar insights, ajudar você a escolher colaboradores melhores, melhorar a qualidade dos seus produtos ou serviços e se aproximar mais do seu público.

7.Análise de dados e mensuração de resultados

A fim de ter uma visão mais estratégica e empreendedora, é necessário saber como interpretar gráficos, métricas e informações sobre os processos e fluxos de vendas da sua empresa. Além de definir metas assertivas, você precisa monitorar as etapas de trabalho e analisar os resultados de cada uma para identificar se as estratégias estão no caminho ideal .

Você também pode contar com a ajuda de especialistas para investigar dados sobre seus processos, clientes, fornecedores e concorrentes, com o objetivo de se adequar mais facilmente às possíveis mudanças e se manter no mercado.

Por meio da análise de dados, você pode obter diversos benefícios , como:

– encontrar meios de aumentar as vendas;

– direcionar seus investimentos com mais assertividade;

– identificar diferenciais e encontrar oportunidades;

– ter insights para novas estratégias;

– ampliar seus canais de venda;

– melhorar o relacionamento com os clientes;

– buscar novas soluções.

8.Credibilidade, inovação e independência

Tanto para fazer uma boa rede de contatos quanto para ter mais eficiência nas tomadas de decisão, é preciso ter autoconfiança, transmitir credibilidade e ser independente, a fim de conquistar mais objetivos e a confiança de clientes e fornecedores.

Atualmente a tecnologia pode te ajudar a ter mais eficácia nos passos de sua jornada empreendedora, então é importante ficar antenado aos avanços tecnológicos e não ter medo de inovar no gerenciamento de seu negócio . Por meio de um sistema de automação, por exemplo, você consegue potencializar as atividades de sua equipe, melhorar a geração de receitas da sua empresa e, ainda, garantir mais praticidade em sua gestão .

Continue acompanhando o nosso blog para conferir mais conteúdos sobre empreendedorismo, gestão de negócios e tecnologia . Até breve!

Por Grace Almeida 24 de julho de 2026
A morte do pequeno Abdoulaye, de apenas 1 ano, em uma creche de São Paulo, provocou comoção em todo o país e reacendeu um debate que ultrapassa as circunstâncias específicas do caso.
Por Grace Almeida 20 de julho de 2026
A Instrução Normativa RFB nº 2.335/2026, publicada em 15 de julho de 2026, trouxe duas mudanças importantes para as entidades sem fins lucrativos.
Por Grace Almeida 7 de julho de 2026
Se liga nessas oportunidades, uma delas pode ser para a sua osc!
Por Grace Almeida 9 de junho de 2026
Qualquer entidade sem fins lucrativos Qualquer entidade sem fins lucrativos tem direito à isenção de IRPJ e CSLL independentemente de sua qualificação.
Por Grace Almeida 4 de maio de 2026
Decisão sobre plataformas digitais e imunidade de livros, jornais e periódicos
Por Grace Almeida 28 de abril de 2026
O documento cria o Cadastro Municipal de Organizações de Assistência Social (CADSMADS), que passa a ser requisito essencial para participação em parcerias com o poder público. A norma define critérios técnicos, administrativos e legais para o reconhecimento do mérito social, que atesta a regularidade, capacidade operacional e impacto das organizações. Também regulamenta os processos de inscrição, renovação, suspensão e cancelamento do cadastro, além de padronizar a análise por meio de visitas técnicas, relatórios e pareceres especializados. Outro ponto central é a exigência de transparência, gratuidade dos serviços e alinhamento com as diretrizes do SUAS, garantindo que as organizações atuem de forma inclusiva e voltada à população em situação de vulnerabilidade. A portaria ainda reforça o uso de sistemas digitais (SEI e SISORG) para gestão e acompanhamento das entidades. Em síntese, a medida moderniza e torna mais rigoroso o controle, a qualificação e o monitoramento das organizações da sociedade civil que atuam na assistência social no município. Acesse a portaria completa acessando abaixo: Por Grace Almeida Bispo
Cadeira vazia em sala minimalista com frase sobre invisibilidade de diretores de OSC
Por Grace Almeida 14 de abril de 2026
Diretores de OSC precisam se posicionar no digital. Entenda como a visibilidade impacta a captação de recursos e o crescimento da sua organização
Por Grace Almeida 17 de março de 2026
A entrada em vigor da Lei nº 15.211/2025 acende um alerta importante para escolas, instituições educacionais, organizações do terceiro setor com atuação infantojuvenil e demais entidades que utilizam ambientes digitais com acesso de crianças e adolescentes. Mais do que uma atualização normativa, a nova lei reforça um ponto que já deveria estar no centro da gestão institucional: a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital precisa ser tratada como pauta concreta de governança, conformidade e mitigação de riscos. Na prática, isso alcança uma série de ferramentas e rotinas já incorporadas ao dia a dia das instituições, como: portais do aluno e da família; aplicativos de comunicação escolar ou institucional; plataformas educacionais; sistemas de cadastro, matrícula ou inscrição; áreas logadas com acesso de estudantes; ferramentas digitais de acompanhamento, interação ou compartilhamento de conteúdo. O que a lei exige na prática? A norma estabelece deveres aplicáveis a produtos e serviços de tecnologia da informação direcionados a crianças e adolescentes, ou com acesso provável por esse público. Isso significa que não basta apenas “ter um sistema funcionando” . É necessário avaliar se esse ambiente digital foi estruturado com medidas proporcionais de proteção e com foco no melhor interesse da criança e do adolescente. Entre os principais pontos de atenção, destacam-se: configuração mais protetiva possível de privacidade e dados pessoais; revisão dos fluxos de cadastro, acesso e identificação de usuários menores de idade; análise de mecanismos de supervisão parental, quando aplicáveis; avaliação de riscos relacionados à segurança, exposição a conteúdos inadequados e interação digital; revisão de políticas internas, termos de uso, avisos de privacidade e controles operacionais; atenção aos fornecedores terceirizados que tratem dados ou viabilizem serviços digitais para esse público. Por que isso importa para as instituições de ensino? Porque, em muitas organizações, o ambiente digital cresceu mais rápido do que a estrutura de governança que deveria acompanhá-lo. É comum encontrar instituições com plataformas educacionais ativas, formulários online, aplicativos de comunicação com famílias, áreas restritas para estudantes e integrações com fornecedores externos — mas sem uma revisão jurídica e operacional compatível com os riscos envolvidos. Com a nova legislação, esse cenário passa a exigir ainda mais cautela. Não se trata apenas de cumprir uma formalidade. Trata-se de revisar, com critério, perguntas como: os dados coletados de crianças e adolescentes são realmente necessários? os acessos e permissões estão adequadamente definidos? os responsáveis compreendem, de forma clara, como os dados e funcionalidades são utilizados? há mecanismos proporcionais de proteção e resposta a riscos? os fornecedores contratados oferecem garantias compatíveis com a responsabilidade da instituição? O ponto mais sensível: a falsa sensação de conformidade Muitas instituições acreditam estar protegidas apenas porque possuem política de privacidade publicada, aceite em sistema ou contrato com fornecedor de tecnologia. Mas a conformidade, nesse contexto, exige mais do que documentos formais. Ela depende de coerência entre: operação real da plataforma; fluxos de tratamento de dados; controles internos; responsabilidades contratuais; comunicação com famílias e responsáveis; práticas efetivas de proteção no ambiente digital. Sem isso, a instituição pode ficar exposta a riscos jurídicos, reputacionais e operacionais relevantes. O que as instituições deveriam fazer agora? Este é o momento de realizar uma revisão estruturada dos ambientes digitais utilizados por crianças e adolescentes, especialmente nas instituições de ensino. Um bom ponto de partida inclui: mapear os sistemas e plataformas utilizados; identificar quais deles têm acesso por crianças, adolescentes ou responsáveis; revisar cadastros, permissões, políticas e fluxos de uso; avaliar fornecedores terceirizados; verificar se os controles atuais são compatíveis com a nova exigência legal. Conclusão A Lei nº 15.211/2025 reforça uma mudança de postura: instituições que atuam com crianças e adolescentes precisam olhar para seus ambientes digitais com o mesmo grau de seriedade com que tratam suas obrigações pedagógicas, administrativas e regulatórias. Para o setor educacional, isso não deve ser visto apenas como obrigação legal, mas como parte da responsabilidade institucional de proteção. Quem atua com educação precisa tratar ambiente digital seguro como requisito de confiança. Na GBA Contabilidade, acompanhamos de perto os impactos regulatórios que afetam instituições de ensino e organizações que atuam com crianças e adolescentes, apoiando a revisão de processos, documentos e rotinas de conformidade com foco prático e preventivo. A utor: Grace Bispo Almeida Veja completo acessando: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2025/Lei/L15211.htm
Por Grace Almeida 24 de fevereiro de 2026
A Instrução Normativa RFB nº 2.307/2026 , publicada no Diário Oficial da União em 23 de fevereiro de 2026 pela Receita Federal do Brasil, substituiu o Anexo Único da IN RFB nº 2.305/2025 . O objetivo da norma foi atualizar a relação dos gastos tributários que não serão alcançados pela política de redução linear de incentivos fiscais instituída no final de 2025. Nos últimos meses, o Governo Federal adotou medidas voltadas à racionalização das renúncias fiscais, buscando ampliar a arrecadação e promover maior equilíbrio nas contas públicas. Dentro desse cenário, foi estabelecida uma redução linear sobre determinados benefícios tributários concedidos pela União. Contudo, alguns incentivos foram considerados estratégicos e permaneceram preservados. A IN RFB nº 2.307/2026 não cria novos benefícios nem extingue incentivos existentes; ela apenas redefine formalmente quais permanecem fora da redução. Importante esclarecer que o documento não se refere exclusivamente ao terceiro setor. Trata-se de uma norma de caráter transversal, que alcança diversos segmentos da economia. O terceiro setor está incluído entre os beneficiários da preservação, mas a norma também contempla programas habitacionais, regimes diferenciados para micro e pequenas empresas, incentivos industriais e políticas de desenvolvimento regional. No que se refere às entidades filantrópicas e beneficentes , foram mantidas a isenção da Contribuição para o PIS/Pasep e a isenção da Contribuição Previdenciária Patronal, com fundamento no artigo 195, §7º da Constituição Federal. Essa manutenção evita impacto financeiro direto sobre hospitais beneficentes, instituições educacionais sem fins lucrativos e entidades de assistência social certificadas. Para essas organizações, a norma representa continuidade da estabilidade tributária, desde que atendidos todos os requisitos legais exigidos para fruição da imunidade ou isenção. Também permanecem preservadas as isenções de IRPJ, CSLL e Cofins aplicáveis às entidades sem fins lucrativos que se enquadram no artigo 15 da Lei nº 9.532/1997. Contudo, a preservação do benefício não implica flexibilização de exigências. A Receita Federal mantém rigor na verificação de finalidade institucional, aplicação integral dos recursos nas atividades essenciais, regularidade da escrituração contábil e ausência de distribuição de resultados. A perda desses requisitos pode ensejar o cancelamento da isenção. Além do terceiro setor, a norma mantém benefícios relevantes em outras áreas. No campo habitacional, o Programa Minha Casa Minha Vida continua com a alíquota reduzida de 1% no Regime Especial de Tributação aplicável a projetos de interesse social. No segmento das micro e pequenas empresas, permanecem intactos os benefícios do Simples Nacional, inclusive a contribuição previdenciária reduzida do Microempreendedor Individual. Já no setor industrial e tecnológico, continuam preservados incentivos vinculados ao Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores, incluindo reduções de PIS, Cofins, IRPJ e créditos financeiros atrelados a investimentos em pesquisa e desenvolvimento. Também foram mantidos incentivos estruturais da Zona Franca de Manaus, reforçando a política de desenvolvimento regional. A leitura técnica da norma revela uma mensagem clara: embora o governo esteja promovendo ajustes fiscais e racionalizando benefícios, áreas consideradas estratégicas, sociais, tecnológicas e regionais, permanecem protegidas. Entretanto, a preservação dos incentivos ocorre em um ambiente de maior restrição fiscal e provável intensificação da fiscalização. Para as Organizações da Sociedade Civil, o cenário exige atenção redobrada à governança e à conformidade. Demonstrações contábeis regularmente aprovadas, escrituração formal e consistente, cumprimento de obrigações acessórias, transparência na aplicação de recursos e manutenção das certificações tornam-se fatores críticos. Em um contexto de revisão de gastos tributários, a manutenção do benefício depende da capacidade da organização de comprovar, de forma técnica e documental, o atendimento aos requisitos legais. Em síntese, a IN RFB nº 2.307/2026 não é uma norma exclusiva do terceiro setor, mas possui impacto relevante para ele. Ela confirma a preservação de benefícios essenciais às entidades sem fins lucrativos, ao mesmo tempo em que sinaliza um ambiente de maior responsabilidade fiscal e controle. Organizações estruturadas e com governança sólida permanecem juridicamente seguras; organizações que operam com fragilidades documentais ou contábeis passam a assumir risco maior. Mais do que celebrar a manutenção dos incentivos, o momento exige preparo técnico e gestão estratégica. A estabilidade tributária continua disponível, mas condicionada à conformidade. Autora: Grace Bispo Almeida – Diretora GBACONT Leia abaixo a Instrução normativa completa:
Por Grace Almeida 12 de fevereiro de 2026
Entre os temas mais recorrentes em fiscalizações e julgamentos administrativos está a chamada omissão de receitas. De forma simples, ela ocorre quando a autoridade fiscal entende que houve entrada de recursos no patrimônio da entidade sem o devido registro contábil ou sem o tratamento tributário correto. Como consequência, o resultado do período é reduzido artificialmente e a apuração dos tributos fica comprometida. O que muitas organizações não sabem é que a omissão de receitas nem sempre depende da comprovação direta de uma venda ou prestação de serviço não declarada. A legislação brasileira permite que determinados indícios sejam suficientes para caracterizar renda. E o principal deles é a movimentação bancária sem origem comprovada. O artigo 42 da Lei nº 9.430/96 estabelece que valores creditados em conta bancária cuja origem não seja demonstrada por documentação hábil e idônea podem ser considerados receita omitida. Na prática, isso significa que a fiscalização não precisa provar que aquele valor veio de uma atividade tributável. Basta identificar o depósito e verificar a ausência de documentação que explique sua natureza. Essa regra mudou profundamente a lógica da fiscalização. Antes dela, o Fisco precisava demonstrar que existia efetivamente renda não declarada. Hoje, a lei presume a existência de receita a partir de um indício financeiro. A Receita Federal comprova o depósito e surge para o contribuinte o dever de demonstrar de onde veio o dinheiro. Não se trata exatamente de inversão do ônus da prova, pois a fiscalização continua obrigada a demonstrar a ocorrência da movimentação financeira. Porém, uma vez identificado o crédito bancário, cabe ao titular da conta comprovar documentalmente sua origem. Sem isso, o valor passa a integrar a base de cálculo de tributos, acrescido de multa e juros. A utilização desse tipo de presunção existe para permitir que a administração tributária funcione em larga escala. Em vez de investigar individualmente cada operação econômica, a legislação seleciona fatos que normalmente indicam geração de riqueza e atribui a eles efeitos jurídicos. O depósito bancário tornou-se um desses sinais. Antes da criação dessa norma, tribunais entendiam que extratos bancários isoladamente não eram suficientes para justificar cobranças tributárias. Afinal, depósitos podem decorrer de diversas situações legítimas, como transferências entre contas do mesmo titular, empréstimos, adiantamentos, devoluções ou recursos pertencentes a terceiros. Com a lei de 1996, passou a existir uma presunção legal relativa: a autuação é válida, mas o contribuinte pode afastá-la comprovando a origem do valor. Os tribunais superiores confirmaram a validade dessa sistemática. O entendimento atual é que a presunção é legítima desde que seja garantida a oportunidade de defesa e apresentação de documentos capazes de demonstrar a procedência dos recursos. Assim, a discussão deixou de ser se a Receita pode autuar e passou a ser se a documentação apresentada é suficiente para descaracterizar a presunção. Na prática, isso significa que regularidade fiscal não depende apenas de não ter receitas ocultas, mas de conseguir comprovar cada entrada financeira. Valores legítimos podem ser tributados simplesmente pela ausência de documentação adequada. Esse cenário exige integração entre financeiro e contabilidade. A movimentação não pode ser apenas registrada; ela precisa ser justificável juridicamente. Esse cuidado é ainda mais relevante para Organizações da Sociedade Civil, que frequentemente recebem doações, repasses e transferências que não representam faturamento, mas que precisam estar formalmente documentadas para não serem interpretadas como receita omitida. Evite que movimentações legítimas virem passivo tributário. A GBACont estrutura sua contabilidade para provar cada entrada financeira antes que ela vire autuação. Fale com nossos especialistas e faça um diagnóstico preventivo.