Omnichannel: o que é e como aplicar essa estratégia?

18 de março de 2021

Você tem percebido o quanto os hábitos dos consumidores estão em constante mudança e, consequentemente, as estratégias das empresas também? Em busca de oferecer mais diferenciais, um dos objetivos para melhorar a experiência do cliente é investir na estratégia omnichannel .

Apostar em uma maior variedade de canais de comunicação e vendas é fundamental para ampliar a interação com o público, melhorar o relacionamento com os consumidores, se destacar no mercado, gerar credibilidade e aumentar seus lucros.

Além de fortalecer a presença digital e mostrar disponibilidade em vários canais, investir em omnichannel também é integrar a comunicação da sua marca e atender às necessidades dos clientes de forma mais assertiva e satisfatória .

E aí, você saberia explicar o que é a estratégia omnichannel e como aplicá-la no dia a dia de sua empresa? Continue lendo esse post para descobrir mais sobre como integrar os canais de venda do seu negócio e obter melhores resultados. 

O que é omnichannel?

“Omni” significa inteiro em latim, e “channel” pode ser traduzida como canal. Assim, omnichannel remete ao uso de todos os canais, mas essa estratégia vai além disso: um dos seus principais objetivos é melhorar a experiência do cliente.

A partir do uso integrado de diversos canais de venda e comunicação , a marca garante a oportunidade de aprimorar o atendimento ao cliente e estreitar o relacionamento com o público tanto no meio online quanto offline, fortalecendo a imagem da empresa.

Há alguns termos semelhantes, que costumam causar dúvidas sobre os seus significados, como:

  • multichannel – oferece diversos canais, mas não há integração entre eles (por exemplo, há diferentes atendimentos nos canais online e offline);
  • crosschannel – a variedade de canais não é interligada, mas complementar (por exemplo, o cliente faz a compra pelo site e recebe o pedido presencialmente na loja);
  • omnichannel – canais de compra interligados de forma simultânea (por exemplo, o público recebe o mesmo atendimento em todos os canais da marca).

Ter um site, atualmente, não é mais considerado um diferencial, mas algo básico para as empresas que desejam interligar seus canais e oferecer uma experiência de compra mais completa aos usuários , se destacando dos concorrentes e gerando mais praticidade aos clientes.

Quais são os benefícios da omnichannel?

Agora que você já entendeu mais sobre o conceito da estratégia omnichannel, vale saber quais são os benefícios que ela oferece. Confira, a seguir, os principais deles:

  • mais satisfação para os clientes;
  • atração e fidelização do público;
  • melhorias nos serviços oferecidos;
  • mais qualidade no atendimento;
  • destaque para a imagem da marca;
  • geração de competitividade;
  • aumento da credibilidade da empresa no mercado;
  • otimização dos processos;
  • comunicação integrada;
  • aumento da produtividade do time.

Como aplicar a estratégia omnichannel em sua empresa?

Chegou a hora de saber como aplicar o omnichannel em sua organização para converter mais leads e aumentar a satisfação dos seus clientes.

Confira, a seguir, os 5 passos que você precisa seguir para obter sucesso com essa estratégia. Vamos lá!

1.Fortaleça a identidade e integre a comunicação da sua empresa

Já aconteceu de você analisar as mídias sociais ou o site de uma empresa e depois ter uma percepção completamente diferente sobre a empresa em seus espaços físicos? Normalmente isso tende a acontecer quando a organização já diversifica os seus canais, mas não passou pelo processo de fortalecer a identidade de comunicação da marca antes. 

Por isso, um dos primeiros passos é investir em uma comunicação sólida, a fim de que ela esteja presente em todos os canais disponíveis, garantindo uma rápida identificação da marca e aprimorando a experiência de compra do consumidor.

2.Analise o seu histórico de vendas e os perfis dos seus clientes

Quais produtos ou serviços estão obtendo mais saída, e quais são aqueles que precisam se destacar mais entre os que sua empresa oferece atualmente? Identificar o histórico de vendas da sua empresa é uma forma de identificar as preferências e necessidades dos seus clientes, analisando-os de forma mais estratégica.

Outro ponto importante é estudar as características do seu público e definir as personas da sua empresa: saber quem são os seus clientes ideais é extremamente necessário para alcançá-los com mais facilidade e eficácia .

Portanto, é válido solicitar o feedback dos seus clientes e ficar de olho nos retornos que eles lhe passam, a fim de analisar mais informações e atentar para o que deve ser transformado nas próximas estratégias do negócio.

3.Pesquise as estratégias utilizadas pelos concorrentes e crie o seu plano de ação

Já observou quais são as estratégias que a concorrência da sua empresa está utilizando atualmente? Fazer uma análise aprofundada sobre as ações de outras empresas do segmento em que o seu negócio atua é ótimo para entender o que tem dado mais resultado com os clientes, proporcionando insights para os seus futuros planejamentos.

Após fortalecer a identidade da sua marca, estudar o seu público, definir personas e fazer um benchmarking, você pode começar o seu plano de ação, estabelecer os próximos passos a serem tomados e os prazos para concluir cada etapa, além de comunicar de forma transparente o que deve ser realizado com toda a equipe.

4.Invista em um sistema de gestão para otimizar os processos

Contar com o auxílio de uma ferramenta tecnológica, como um sistema de automação, pode contribuir para otimizar diversas tarefas, como:

  • entender o comportamento do seu público;
  • armazenar os perfis dos clientes;
  • integrar a comunicação dos seus canais;
  • melhorar o relacionamento com os consumidores;
  • segmentar os clientes na jornada de compra;
  • aumentar as vendas;
  • diminuir falhas e prejuízos.

5.Monitore os resultados e faça análise os dados

Além de pensar nas estratégias para diversificar seus canais de venda e impulsionar o relacionamento com os seus clientes, é fundamental monitorar os resultados obtidos e acompanhar o desempenho de cada fase do processo, a fim de saber o que deve ser transformado para impactar positivamente as suas ações.

Então, é importante analisar dados e métricas, fazer o acompanhamento do processo com a sua equipe e comunicar todas as informações relevantes para garantir melhores resultados com a sua estratégia omnichannel .

Esperamos que você tenha gostado das nossas dicas, e que consiga aplicar o omnichannel em sua empresa . Continue de olho em nosso blog para saber mais sobre dicas de marketing, finanças, contabilidade, tecnologia e gestão de negócios.

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Por Grace Almeida 24 de fevereiro de 2026
A Instrução Normativa RFB nº 2.307/2026 , publicada no Diário Oficial da União em 23 de fevereiro de 2026 pela Receita Federal do Brasil, substituiu o Anexo Único da IN RFB nº 2.305/2025 . O objetivo da norma foi atualizar a relação dos gastos tributários que não serão alcançados pela política de redução linear de incentivos fiscais instituída no final de 2025. Nos últimos meses, o Governo Federal adotou medidas voltadas à racionalização das renúncias fiscais, buscando ampliar a arrecadação e promover maior equilíbrio nas contas públicas. Dentro desse cenário, foi estabelecida uma redução linear sobre determinados benefícios tributários concedidos pela União. Contudo, alguns incentivos foram considerados estratégicos e permaneceram preservados. A IN RFB nº 2.307/2026 não cria novos benefícios nem extingue incentivos existentes; ela apenas redefine formalmente quais permanecem fora da redução. Importante esclarecer que o documento não se refere exclusivamente ao terceiro setor. Trata-se de uma norma de caráter transversal, que alcança diversos segmentos da economia. O terceiro setor está incluído entre os beneficiários da preservação, mas a norma também contempla programas habitacionais, regimes diferenciados para micro e pequenas empresas, incentivos industriais e políticas de desenvolvimento regional. No que se refere às entidades filantrópicas e beneficentes , foram mantidas a isenção da Contribuição para o PIS/Pasep e a isenção da Contribuição Previdenciária Patronal, com fundamento no artigo 195, §7º da Constituição Federal. Essa manutenção evita impacto financeiro direto sobre hospitais beneficentes, instituições educacionais sem fins lucrativos e entidades de assistência social certificadas. Para essas organizações, a norma representa continuidade da estabilidade tributária, desde que atendidos todos os requisitos legais exigidos para fruição da imunidade ou isenção. Também permanecem preservadas as isenções de IRPJ, CSLL e Cofins aplicáveis às entidades sem fins lucrativos que se enquadram no artigo 15 da Lei nº 9.532/1997. Contudo, a preservação do benefício não implica flexibilização de exigências. A Receita Federal mantém rigor na verificação de finalidade institucional, aplicação integral dos recursos nas atividades essenciais, regularidade da escrituração contábil e ausência de distribuição de resultados. A perda desses requisitos pode ensejar o cancelamento da isenção. Além do terceiro setor, a norma mantém benefícios relevantes em outras áreas. No campo habitacional, o Programa Minha Casa Minha Vida continua com a alíquota reduzida de 1% no Regime Especial de Tributação aplicável a projetos de interesse social. No segmento das micro e pequenas empresas, permanecem intactos os benefícios do Simples Nacional, inclusive a contribuição previdenciária reduzida do Microempreendedor Individual. Já no setor industrial e tecnológico, continuam preservados incentivos vinculados ao Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores, incluindo reduções de PIS, Cofins, IRPJ e créditos financeiros atrelados a investimentos em pesquisa e desenvolvimento. Também foram mantidos incentivos estruturais da Zona Franca de Manaus, reforçando a política de desenvolvimento regional. A leitura técnica da norma revela uma mensagem clara: embora o governo esteja promovendo ajustes fiscais e racionalizando benefícios, áreas consideradas estratégicas, sociais, tecnológicas e regionais, permanecem protegidas. Entretanto, a preservação dos incentivos ocorre em um ambiente de maior restrição fiscal e provável intensificação da fiscalização. Para as Organizações da Sociedade Civil, o cenário exige atenção redobrada à governança e à conformidade. Demonstrações contábeis regularmente aprovadas, escrituração formal e consistente, cumprimento de obrigações acessórias, transparência na aplicação de recursos e manutenção das certificações tornam-se fatores críticos. Em um contexto de revisão de gastos tributários, a manutenção do benefício depende da capacidade da organização de comprovar, de forma técnica e documental, o atendimento aos requisitos legais. Em síntese, a IN RFB nº 2.307/2026 não é uma norma exclusiva do terceiro setor, mas possui impacto relevante para ele. Ela confirma a preservação de benefícios essenciais às entidades sem fins lucrativos, ao mesmo tempo em que sinaliza um ambiente de maior responsabilidade fiscal e controle. Organizações estruturadas e com governança sólida permanecem juridicamente seguras; organizações que operam com fragilidades documentais ou contábeis passam a assumir risco maior. Mais do que celebrar a manutenção dos incentivos, o momento exige preparo técnico e gestão estratégica. A estabilidade tributária continua disponível, mas condicionada à conformidade. Autora: Grace Bispo Almeida – Diretora GBACONT Leia abaixo a Instrução normativa completa:
Por Grace Almeida 12 de fevereiro de 2026
Entre os temas mais recorrentes em fiscalizações e julgamentos administrativos está a chamada omissão de receitas. De forma simples, ela ocorre quando a autoridade fiscal entende que houve entrada de recursos no patrimônio da entidade sem o devido registro contábil ou sem o tratamento tributário correto. Como consequência, o resultado do período é reduzido artificialmente e a apuração dos tributos fica comprometida. O que muitas organizações não sabem é que a omissão de receitas nem sempre depende da comprovação direta de uma venda ou prestação de serviço não declarada. A legislação brasileira permite que determinados indícios sejam suficientes para caracterizar renda. E o principal deles é a movimentação bancária sem origem comprovada. O artigo 42 da Lei nº 9.430/96 estabelece que valores creditados em conta bancária cuja origem não seja demonstrada por documentação hábil e idônea podem ser considerados receita omitida. Na prática, isso significa que a fiscalização não precisa provar que aquele valor veio de uma atividade tributável. Basta identificar o depósito e verificar a ausência de documentação que explique sua natureza. Essa regra mudou profundamente a lógica da fiscalização. Antes dela, o Fisco precisava demonstrar que existia efetivamente renda não declarada. Hoje, a lei presume a existência de receita a partir de um indício financeiro. A Receita Federal comprova o depósito e surge para o contribuinte o dever de demonstrar de onde veio o dinheiro. Não se trata exatamente de inversão do ônus da prova, pois a fiscalização continua obrigada a demonstrar a ocorrência da movimentação financeira. Porém, uma vez identificado o crédito bancário, cabe ao titular da conta comprovar documentalmente sua origem. Sem isso, o valor passa a integrar a base de cálculo de tributos, acrescido de multa e juros. A utilização desse tipo de presunção existe para permitir que a administração tributária funcione em larga escala. Em vez de investigar individualmente cada operação econômica, a legislação seleciona fatos que normalmente indicam geração de riqueza e atribui a eles efeitos jurídicos. O depósito bancário tornou-se um desses sinais. Antes da criação dessa norma, tribunais entendiam que extratos bancários isoladamente não eram suficientes para justificar cobranças tributárias. Afinal, depósitos podem decorrer de diversas situações legítimas, como transferências entre contas do mesmo titular, empréstimos, adiantamentos, devoluções ou recursos pertencentes a terceiros. Com a lei de 1996, passou a existir uma presunção legal relativa: a autuação é válida, mas o contribuinte pode afastá-la comprovando a origem do valor. Os tribunais superiores confirmaram a validade dessa sistemática. O entendimento atual é que a presunção é legítima desde que seja garantida a oportunidade de defesa e apresentação de documentos capazes de demonstrar a procedência dos recursos. Assim, a discussão deixou de ser se a Receita pode autuar e passou a ser se a documentação apresentada é suficiente para descaracterizar a presunção. Na prática, isso significa que regularidade fiscal não depende apenas de não ter receitas ocultas, mas de conseguir comprovar cada entrada financeira. Valores legítimos podem ser tributados simplesmente pela ausência de documentação adequada. Esse cenário exige integração entre financeiro e contabilidade. A movimentação não pode ser apenas registrada; ela precisa ser justificável juridicamente. Esse cuidado é ainda mais relevante para Organizações da Sociedade Civil, que frequentemente recebem doações, repasses e transferências que não representam faturamento, mas que precisam estar formalmente documentadas para não serem interpretadas como receita omitida. Evite que movimentações legítimas virem passivo tributário. A GBACont estrutura sua contabilidade para provar cada entrada financeira antes que ela vire autuação. Fale com nossos especialistas e faça um diagnóstico preventivo.