Estratégia Omnichannel: qual a importância para a sua empresa?

20 de abril de 2021

Em um mercado cada vez mais competitivo, entender a importância da estratégia omnichannel pode ajudar a sua empresa a se desenvolver com mais sucesso.

O comportamento do consumidor está passando por mudanças cada vez mais frequentes, e é preciso pensar em estratégias para melhorar a satisfação dos clientes: enquanto antes ter presença nas redes sociais ou investir em um site já eram passos avançados, hoje é necessário integrar os canais de venda para obter melhores resultados.

A estratégia omnichannel é uma ótima escolha para fazer a integração dos diferentes canais do seu negócio, prezando pela melhoria na qualidade do atendimento e dos serviços ou produtos que a sua empresa oferece, a fim de melhorar a imagem de sua marca e cativar mais clientes.

De acordo com pesquisas realizadas pela consultoria Forrester , encomendadas pela Cognizant, 76% dos clientes são mais influenciados por fatores que criam conveniência, facilidade e disponibilidade de opções para comprar como e onde eles queres, e 67% dos consumidores utilizaram pelo menos uma opção de atendimento omnichannel .

Quer saber mais sobre o porquê de investir nessa estratégia? Prossiga na leitura deste post e descubra a importância da estratégia omnichannel para alavancar os resultados de sua empresa. Siga conosco!

O que é a estratégia omnichannel?

Você já passou por uma experiência de compra em que a empresa oferece diversos canais de comunicação e, em cada um deles, é possível perceber a força da comunicação visual e da linguagem da marca? O omnichannel se refere à abordagem de vendas multicanal, visando oferecer uma experiência satisfatória tanto no meio online quanto offline, em qualquer canal utilizado pela empresa.

Ou seja, a estratégia não é aplicada somente com a criação de canais diferentes, mas por meio de um planejamento mais assertivo para integrar os canais em operação, alinhando os objetivos e valores da empresa para fortalecer a identidade de marca e agregar mais valor aos serviços ou produtos oferecidos.

O principal objetivo da estratégia omnichannel é fazer com que os canais, online e offline, da empresa atuem de forma integrada para aumentar as oportunidades de fechar bons negócios, estreitar a relação com os clientes e oferecer experiências de compra melhores.

Quais são os benefícios do omnichannel?

Ao investir em uma boa integração dos canais de venda e comunicação de sua empresa, é possível garantir diversas vantagens a longo prazo. 

No período de distanciamento social, muitas empresas precisaram fazer operações online para manter o funcionamento e aumentar suas vendas. Segundo os dados da McKinsey , quatro entre cinco pessoas experimentaram um novo comportamento de compra durante o período de Covid-19, como realizar compras por meio do Instagram .

Confira, a seguir, os principais benefícios e a importância de utilizar a estratégia omnichannel em sua organização.

Otimização dos serviços 

Ao melhorar a integração entre as vendas e a comunicação, a tendência é fortalecer a identidade de sua empresa e aumentar a qualidade dos serviços oferecidos, otimizando os processos e ampliando as possibilidades de fechar ótimos negócios.

Captação e retenção de clientes

Por meio dos canais integrados e do aumento de disponibilidade para atender às demandas do público, torna-se mais fácil atrair novos clientes e fidelizá-los por mais tempo, possibilitando o aumento de vendas e a redução do CAC (Custo de Aquisição de Cliente).

Melhorias na imagem da marca

Com mais opções para os clientes entrarem em contato e comprarem seus produtos ou serviços, a confiança e as indicações para outras pessoas também podem aumentar, o que contribui bastante para melhorar a imagem de sua marca.

Geração de competitividade 

De acordo com o levantamento da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), em parceria com a Neotrust, o crescimento nas vendas online em 2020 foi de 68%, em comparação com 2019, o que elevou a participação do e-commerce no Brasil, sendo o maior salto do comércio eletrônico já visto no país.

Ao utilizar a estratégia omnichannel , sua empresa garante a chance de gerar mais competitividade e se destacar com mais consistência, aumentando a presença online, ampliando a visibilidade e construindo autoridade no mercado.

Diminuição de custos operacionais

As barreiras entre o universo online e presencial diminuem, possibilitando a efetivação de vendas em qualquer lugar e a qualquer hora, sem precisar de um espaço físico, o que contribui para a diminuição de custos operacionais e o aumento de rentabilidade nas empresas.

Análise de dados e métricas relevantes

Com as ferramentas da estratégia omnichannel, os gestores podem ter acesso a informações de extrema relevância para avaliar o desempenho dos resultados obtidos e identificar quais estratégias devem ser transformadas para obter melhores resultados e elaborar planejamentos mais eficazes.

Aumento da produtividade da equipe

Por permitir uma maior sinergia entre os canais e facilitar o aumento de vendas a qualquer momento, o time comercial passa a ter tempo hábil para focar em atividades mais importantes, otimizando os processos, integrando a equipe, aumentando o engajamento e reduzindo falhas.

Como utilizar a estratégia omnichannel para aumentar suas vendas?

É importante ter em mente que, ao implementar o omnichannel, é preciso se preparar para as mudanças da cultura organizacional da empresa e seguir alguns passos, a fim de obter mais eficácia ao longo do processo. As principais atitudes a serem adotadas, são:

  • investir em treinamentos para a sua equipe comercial;
  • ter uma comunicação transparente;
  • fortalecer a cultura organizacional;
  • definir planejamentos com base em dados;
  • monitorar os resultados;
  • alinhar interesses e objetivos;
  • estudar os perfis dos clientes;
  • analisar as ações da concorrência;
  • integrar a comunicação do time;
  • padronizar os processos;
  • investir em um site responsivo;
  • contar com um sistema de automação.

Ao aplicar essas práticas, é possível obter os benefícios da estratégia omnichannel, que citamos anteriormente. Essa estratégia pode fazer toda a diferença em seu negócio, ainda mais se você fizer mudanças efetivas em seus processos para alcançar os objetivos almejados com mais praticidade.

Esperamos que este conteúdo tenha ajudado você a entender mais sobre o porquê do omnichannel ser fundamental para as empresas que desejam ter um desenvolvimento mais sustentável no mercado.

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Por Grace Almeida 24 de fevereiro de 2026
A Instrução Normativa RFB nº 2.307/2026 , publicada no Diário Oficial da União em 23 de fevereiro de 2026 pela Receita Federal do Brasil, substituiu o Anexo Único da IN RFB nº 2.305/2025 . O objetivo da norma foi atualizar a relação dos gastos tributários que não serão alcançados pela política de redução linear de incentivos fiscais instituída no final de 2025. Nos últimos meses, o Governo Federal adotou medidas voltadas à racionalização das renúncias fiscais, buscando ampliar a arrecadação e promover maior equilíbrio nas contas públicas. Dentro desse cenário, foi estabelecida uma redução linear sobre determinados benefícios tributários concedidos pela União. Contudo, alguns incentivos foram considerados estratégicos e permaneceram preservados. A IN RFB nº 2.307/2026 não cria novos benefícios nem extingue incentivos existentes; ela apenas redefine formalmente quais permanecem fora da redução. Importante esclarecer que o documento não se refere exclusivamente ao terceiro setor. Trata-se de uma norma de caráter transversal, que alcança diversos segmentos da economia. O terceiro setor está incluído entre os beneficiários da preservação, mas a norma também contempla programas habitacionais, regimes diferenciados para micro e pequenas empresas, incentivos industriais e políticas de desenvolvimento regional. No que se refere às entidades filantrópicas e beneficentes , foram mantidas a isenção da Contribuição para o PIS/Pasep e a isenção da Contribuição Previdenciária Patronal, com fundamento no artigo 195, §7º da Constituição Federal. Essa manutenção evita impacto financeiro direto sobre hospitais beneficentes, instituições educacionais sem fins lucrativos e entidades de assistência social certificadas. Para essas organizações, a norma representa continuidade da estabilidade tributária, desde que atendidos todos os requisitos legais exigidos para fruição da imunidade ou isenção. Também permanecem preservadas as isenções de IRPJ, CSLL e Cofins aplicáveis às entidades sem fins lucrativos que se enquadram no artigo 15 da Lei nº 9.532/1997. Contudo, a preservação do benefício não implica flexibilização de exigências. A Receita Federal mantém rigor na verificação de finalidade institucional, aplicação integral dos recursos nas atividades essenciais, regularidade da escrituração contábil e ausência de distribuição de resultados. A perda desses requisitos pode ensejar o cancelamento da isenção. Além do terceiro setor, a norma mantém benefícios relevantes em outras áreas. No campo habitacional, o Programa Minha Casa Minha Vida continua com a alíquota reduzida de 1% no Regime Especial de Tributação aplicável a projetos de interesse social. No segmento das micro e pequenas empresas, permanecem intactos os benefícios do Simples Nacional, inclusive a contribuição previdenciária reduzida do Microempreendedor Individual. Já no setor industrial e tecnológico, continuam preservados incentivos vinculados ao Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores, incluindo reduções de PIS, Cofins, IRPJ e créditos financeiros atrelados a investimentos em pesquisa e desenvolvimento. Também foram mantidos incentivos estruturais da Zona Franca de Manaus, reforçando a política de desenvolvimento regional. A leitura técnica da norma revela uma mensagem clara: embora o governo esteja promovendo ajustes fiscais e racionalizando benefícios, áreas consideradas estratégicas, sociais, tecnológicas e regionais, permanecem protegidas. Entretanto, a preservação dos incentivos ocorre em um ambiente de maior restrição fiscal e provável intensificação da fiscalização. Para as Organizações da Sociedade Civil, o cenário exige atenção redobrada à governança e à conformidade. Demonstrações contábeis regularmente aprovadas, escrituração formal e consistente, cumprimento de obrigações acessórias, transparência na aplicação de recursos e manutenção das certificações tornam-se fatores críticos. Em um contexto de revisão de gastos tributários, a manutenção do benefício depende da capacidade da organização de comprovar, de forma técnica e documental, o atendimento aos requisitos legais. Em síntese, a IN RFB nº 2.307/2026 não é uma norma exclusiva do terceiro setor, mas possui impacto relevante para ele. Ela confirma a preservação de benefícios essenciais às entidades sem fins lucrativos, ao mesmo tempo em que sinaliza um ambiente de maior responsabilidade fiscal e controle. Organizações estruturadas e com governança sólida permanecem juridicamente seguras; organizações que operam com fragilidades documentais ou contábeis passam a assumir risco maior. Mais do que celebrar a manutenção dos incentivos, o momento exige preparo técnico e gestão estratégica. A estabilidade tributária continua disponível, mas condicionada à conformidade. Autora: Grace Bispo Almeida – Diretora GBACONT Leia abaixo a Instrução normativa completa:
Por Grace Almeida 12 de fevereiro de 2026
Entre os temas mais recorrentes em fiscalizações e julgamentos administrativos está a chamada omissão de receitas. De forma simples, ela ocorre quando a autoridade fiscal entende que houve entrada de recursos no patrimônio da entidade sem o devido registro contábil ou sem o tratamento tributário correto. Como consequência, o resultado do período é reduzido artificialmente e a apuração dos tributos fica comprometida. O que muitas organizações não sabem é que a omissão de receitas nem sempre depende da comprovação direta de uma venda ou prestação de serviço não declarada. A legislação brasileira permite que determinados indícios sejam suficientes para caracterizar renda. E o principal deles é a movimentação bancária sem origem comprovada. O artigo 42 da Lei nº 9.430/96 estabelece que valores creditados em conta bancária cuja origem não seja demonstrada por documentação hábil e idônea podem ser considerados receita omitida. Na prática, isso significa que a fiscalização não precisa provar que aquele valor veio de uma atividade tributável. Basta identificar o depósito e verificar a ausência de documentação que explique sua natureza. Essa regra mudou profundamente a lógica da fiscalização. Antes dela, o Fisco precisava demonstrar que existia efetivamente renda não declarada. Hoje, a lei presume a existência de receita a partir de um indício financeiro. A Receita Federal comprova o depósito e surge para o contribuinte o dever de demonstrar de onde veio o dinheiro. Não se trata exatamente de inversão do ônus da prova, pois a fiscalização continua obrigada a demonstrar a ocorrência da movimentação financeira. Porém, uma vez identificado o crédito bancário, cabe ao titular da conta comprovar documentalmente sua origem. Sem isso, o valor passa a integrar a base de cálculo de tributos, acrescido de multa e juros. A utilização desse tipo de presunção existe para permitir que a administração tributária funcione em larga escala. Em vez de investigar individualmente cada operação econômica, a legislação seleciona fatos que normalmente indicam geração de riqueza e atribui a eles efeitos jurídicos. O depósito bancário tornou-se um desses sinais. Antes da criação dessa norma, tribunais entendiam que extratos bancários isoladamente não eram suficientes para justificar cobranças tributárias. Afinal, depósitos podem decorrer de diversas situações legítimas, como transferências entre contas do mesmo titular, empréstimos, adiantamentos, devoluções ou recursos pertencentes a terceiros. Com a lei de 1996, passou a existir uma presunção legal relativa: a autuação é válida, mas o contribuinte pode afastá-la comprovando a origem do valor. Os tribunais superiores confirmaram a validade dessa sistemática. O entendimento atual é que a presunção é legítima desde que seja garantida a oportunidade de defesa e apresentação de documentos capazes de demonstrar a procedência dos recursos. Assim, a discussão deixou de ser se a Receita pode autuar e passou a ser se a documentação apresentada é suficiente para descaracterizar a presunção. Na prática, isso significa que regularidade fiscal não depende apenas de não ter receitas ocultas, mas de conseguir comprovar cada entrada financeira. Valores legítimos podem ser tributados simplesmente pela ausência de documentação adequada. Esse cenário exige integração entre financeiro e contabilidade. A movimentação não pode ser apenas registrada; ela precisa ser justificável juridicamente. Esse cuidado é ainda mais relevante para Organizações da Sociedade Civil, que frequentemente recebem doações, repasses e transferências que não representam faturamento, mas que precisam estar formalmente documentadas para não serem interpretadas como receita omitida. Evite que movimentações legítimas virem passivo tributário. A GBACont estrutura sua contabilidade para provar cada entrada financeira antes que ela vire autuação. Fale com nossos especialistas e faça um diagnóstico preventivo.